Revisão e copidesque são duas das palavras mais confundidas por quem vai publicar, e a confusão custa caro: o autor contrata um achando que é o outro, ou pula uma etapa achando que já fez. Os dois trabalham o texto, mas em camadas diferentes, e a maioria dos livros precisa dos dois. Veja, sem jargão, o que cada um faz e qual o seu original pede.
O que faz a revisão
A revisão cuida da correção: ortografia, gramática, pontuação, concordância. É a camada que garante que o texto está certo, sem os erros que saltam aos olhos e tiram a credibilidade do livro. É indispensável, mas tem um limite: um texto pode estar gramaticalmente impecável e, ainda assim, ser confuso, repetitivo ou arrastado. Revisão conserta o errado, não necessariamente o que está claro mas mal resolvido.
O que faz o copidesque
O copidesque trabalha uma camada acima: clareza, fluidez, ritmo, coerência. Ele ajusta frases truncadas, corta repetições, melhora transições, deixa o texto mais legível e mais forte, sem mudar a voz do autor nem o conteúdo. É o trabalho que transforma um texto correto num texto bom de ler. Onde a revisão pergunta está certo?, o copidesque pergunta está claro e funciona?
A diferença, numa frase
Revisão cuida de estar correto; copidesque cuida de estar claro e fluido. A revisão olha a regra; o copidesque olha a experiência de leitura. Um texto bem cuidado passa pelas duas camadas, geralmente o copidesque primeiro, ajustando a forma, e a revisão depois, garantindo a correção final. São complementares, não concorrentes.
Qual o seu livro precisa
Quase todo original se beneficia das duas etapas, mas a dose varia. Um texto de autor experiente, já bem cuidado, pode precisar de um copidesque leve e uma revisão atenta. Um primeiro original costuma pedir um copidesque mais profundo, porque a clareza e o ritmo ainda estão se formando. Saber a dose certa evita pagar por trabalho que o texto não precisa, ou pular o que ele mais precisava.
Por que a ordem importa
Fazer revisão antes do copidesque é desperdício: você corrige a pontuação de frases que o copidesque vai reescrever. O caminho lógico é primeiro lapidar a forma, depois fazer a correção final no texto já ajustado. Uma produção bem conduzida respeita essa ordem, o que evita retrabalho e garante que a revisão final aconteça sobre o texto definitivo.
Como saber a dose certa para o seu texto
A melhor forma de saber de qual trabalho o seu livro precisa, e em que profundidade, é uma leitura por quem entende. Na Maranta, a análise do original avalia o estágio do seu texto e indica o que ele pede, da revisão ao copidesque, antes de qualquer orçamento. É gratuito, e troca a confusão dos termos por uma recomendação clara para o seu caso.
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